Star Wars Jedi: Survivor é um daqueles casos em que uma sequência consegue pegar praticamente tudo que funcionava no primeiro jogo e ampliar a experiência. A Respawn não se limitou a fazer mais um Jedi: Fallen Order: o combate está mais variado, a exploração ganhou novas possibilidades e Cal Kestis está muito mais completo como personagem.
O sistema de combate evoluiu bastante em relação a Fallen Order, com mais estilos de luta, novas habilidades e uma liberdade muito maior para escolher como enfrentar cada situação. A possibilidade de alternar entre diferentes posturas do sabre de luz muda a maneira de abordar os inimigos e deixa os confrontos muito menos repetitivos.
Antes, entenda como avaliamos e pontuamos uma análise, clique aqui.
Gameplay
O grande destaque, sem dúvida, é a gameplay.
O sistema de combate evoluiu bastante em relação a Fallen Order, com mais estilos de luta, novas habilidades e uma liberdade muito maior para escolher como enfrentar cada situação. A possibilidade de alternar entre diferentes posturas do sabre de luz muda a maneira de abordar os inimigos e deixa os confrontos muito menos repetitivos.
A evolução também aparece fora do combate. A exploração ganhou novas ferramentas e possibilidades de movimentação, tornando os mapas mais interessantes de percorrer. O jogo consegue criar momentos em que você simplesmente quer sair explorando para descobrir uma área nova, encontrar um segredo ou testar uma habilidade recém-adquirida.
Essa variedade é justamente o que faz Survivor se destacar tanto. O jogador tem mais liberdade para construir seu estilo de jogo, e o combate deixa de depender apenas de ataques básicos e esquivas. O resultado é uma experiência consideravelmente mais diversificada e completa que a do primeiro jogo.
Narrativa
A narrativa também funciona, mas é onde o jogo deixa mais espaço para melhorias.
A história de Cal continua interessante e a relação entre os personagens é bem construída. O maior problema está no espaço entre Fallen Order e Survivor, que poderia ter sido melhor explicado e desenvolvido. O jogo parte do princípio de que o jogador consegue acompanhar rapidamente as mudanças ocorridas nesse período, mas algumas situações e relacionamentos acabam parecendo pouco explicados.
Isso contribui para alguns momentos em que a narrativa parece apressada ou apresenta informações que poderiam ter recebido mais desenvolvimento. Também existem alguns furos e decisões narrativas que poderiam ter sido melhor trabalhados.
Para mim, o confronto final também não possui o mesmo impacto dos melhores momentos da campanha. Bode Akuna funciona dentro da história, mas sua construção como antagonista poderia ter sido melhor desenvolvida para que o desfecho tivesse um peso maior.
Ainda assim, a narrativa entrega bons momentos, principalmente pela evolução de Cal e pela forma como trabalha temas como família, legado, sobrevivência e a relação do protagonista com a Ordem Jedi.
Dublagem e áudio
A dublagem brasileira merece destaque.
As vozes ajudam a dar personalidade aos personagens e contribuem para uma experiência mais acessível para quem prefere jogar em português. O trabalho de localização funciona bem e acompanha o peso das cenas mais importantes da campanha.
Visual
Visualmente, Survivor continua impressionante.
A construção dos ambientes, os detalhes dos cenários e os grandes momentos cinematográficos ajudam a manter a sensação de estar dentro de um filme de Star Wars jogável. A direção também consegue entregar sequências visualmente marcantes ao longo da campanha.
Desempenho e problemas técnicos
Por outro lado, não dá para falar de Jedi: Survivor sem mencionar seu lançamento problemático.
A versão de PC chegou em condições bastante ruins, com problemas de desempenho, stuttering e bugs que prejudicaram a experiência. Mesmo após as correções, ainda existem problemas técnicos pontuais.
No meu caso, esses problemas não chegaram a comprometer a gameplay, mas são uma mancha difícil de ignorar em um jogo desse tamanho.
Também existem momentos de falta de direção, principalmente durante a exploração. Em determinadas situações, nem sempre fica claro qual caminho seguir ou o que exatamente o jogo espera que você faça. Para um título que aposta tanto em exploração, isso pode acabar interrompendo o ritmo.
Pontos fortes
+ Combate muito mais variado e completo
+ Mais liberdade na exploração
+ Evolução de Cal Kestis
+ Boa dublagem brasileira
+ Direção visual e cinematográfica de alto nível
Pontos fracos
− História poderia explicar melhor o período entre os dois jogos
− Alguns furos e decisões narrativas pouco desenvolvidas
− Confronto final poderia ter mais impacto
− Problemas técnicos, principalmente no PC
− Alguns momentos apresentam pouca direção durante a exploração
Como chegamos à nota
A nota final do The Ronin é construída a partir da análise de diferentes aspectos da experiência. As categorias ajudam a organizar nossa avaliação, mas o resultado final também considera o peso de cada elemento dentro da proposta do jogo.
Gameplay — 9,5/10
É o maior destaque de Jedi: Survivor. O combate evolui consideravelmente em relação a Fallen Order, com mais estilos, habilidades e possibilidades de abordagem. A exploração também recebe novas ferramentas e torna a experiência mais variada.
História — 8,0/10
A campanha possui bons momentos e uma evolução interessante de Cal, mas poderia explicar melhor o período entre os dois jogos. Alguns elementos narrativos parecem apressados e o confronto final poderia ter sido melhor construído.
Exploração — 9,0/10
A exploração é significativamente mais interessante do que no primeiro jogo. Novas habilidades de movimentação, segredos e áreas opcionais incentivam o jogador a sair da rota principal, embora alguns momentos apresentem falta de direção.
Visual — 9,0/10
A direção visual e cinematográfica é um dos pontos fortes da experiência. Os ambientes são detalhados e ajudam a transmitir a sensação de estar dentro de uma aventura de Star Wars.
Áudio e dublagem — 9,0/10
A dublagem brasileira contribui para a personalidade dos personagens e funciona especialmente bem nas cenas narrativas. O áudio complementa a apresentação geral da aventura.
Desempenho e técnica — 9,5/10
A nota considera a experiência analisada e não apaga os problemas do lançamento. A versão de PC teve um histórico técnico problemático, mas os problemas encontrados durante esta experiência não comprometeram a gameplay. Por isso, o desempenho observado na análise foi muito positivo, apesar do histórico do título.
Cálculo: (9,5 × 0,30) + (8,0 × 0,20) + (9,0 × 0,15) + (9,0 × 0,15) + (9,0 × 0,10) + (9,5 × 0,10) = 9,0/10.
Pontuação Final: 9/10
Nossa leitura
Star Wars Jedi: Survivor é uma sequência que melhora consideravelmente a fórmula de Fallen Order. Seu maior mérito está na gameplay: mais estilos de combate, mais possibilidades de exploração e uma progressão muito mais divertida fazem dele uma experiência muito mais completa.
A história poderia ter desenvolvido melhor alguns acontecimentos entre os dois jogos, alguns elementos narrativos parecem apressados e o lançamento técnico no PC foi decepcionante. Ainda assim, esses problemas não conseguem esconder aquilo que a Respawn faz de melhor: um excelente jogo de ação em terceira pessoa com um dos melhores sistemas de combate com sabre de luz dos games.
Mesmo com seus problemas, Jedi: Survivor é uma experiência que vale a pena jogar, principalmente para quem gosta de Star Wars e de jogos de ação focados em combate e exploração.
The Ronin Score - 9/10
“A deeper and more varied Star Wars adventure, held back by a weaker narrative and lingering technical issues.”
Análise por William Alves
Editor e crítico do The Ronin
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