Uma peça de propaganda eleitoral ligada à campanha de Romeu Zema chamou atenção entre o público gamer após utilizar uma representação do influenciador Davy Jones. Davy afirma que não autorizou o uso de sua imagem e informou que encaminhou o material aos seus advogados, enquanto a publicação da campanha já foi removida.
O caso ganhou repercussão neste domingo, 27 de setembro de 2026, após a circulação de uma peça produzida para a campanha presidencial de Romeu Zema (Novo). O material apresentava uma representação de Davy Jones, conhecido por seu trabalho como criador de conteúdo sobre games e integrante do Flow Games
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A peça mostrava Davy como uma espécie de boneco de ventríloquo inserido em uma situação que simulava um jogo eletrônico fictício. O personagem fazia comentários com palavrões e críticas a um jogo inexistente envolvendo figuras políticas, incluindo ministros do STF e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Davy Jones afirma que não autorizou o uso
Após tomar conhecimento da propaganda, Davy Jones afirmou nas redes sociais que não autorizou a utilização de sua imagem para propaganda política.
De acordo com a reportagem do Cabana do Leitor, o influenciador informou que encaminhou o material aos seus advogados para avaliação. A mesma publicação afirma que a campanha de Romeu Zema não havia apresentado uma manifestação sobre o caso até a atualização da matéria.
Comentários publicados nas redes sociais também indicam que o material chegou a ser removido posteriormente. Usuários que acompanharam o episódio relataram que o vídeo foi retirado e que Davy teria informado que seus advogados estavam analisando o caso. Essas informações, porém, não substituem uma manifestação oficial das partes envolvidas.
Propaganda utilizava linguagem de videogame
A escolha de colocar Davy Jones dentro de uma situação que imita um videogame chama atenção justamente pela relação do influenciador com o público gamer.
Na peça, a representação do criador de conteúdo aparece como parte de um cenário fictício com personagens políticos e referências a jogos. A utilização de uma figura associada ao universo dos games também aproxima a peça de um público que normalmente acompanha Davy por conteúdos relacionados a videogames.
Não há, entretanto, indicação nas fontes consultadas de que Davy tenha participado da produção, autorizado a peça ou emprestado oficialmente sua imagem para a campanha.
O que acontece agora?
Por enquanto, o principal desdobramento público é a informação de que o material foi encaminhado aos advogados do influenciador.
Isso não significa que já exista uma ação judicial protocolada. A reportagem que repercutiu o caso afirma que Davy Jones deve processar o candidato, mas, até o momento da publicação, não encontramos confirmação de um processo efetivamente apresentado à Justiça.
Também não há, nas fontes consultadas, uma manifestação pública da campanha de Zema explicando quem produziu a peça, qual foi a origem da representação utilizada ou se houve algum tipo de autorização prévia.
Uso de imagem em propaganda eleitoral
O episódio também levanta uma questão jurídica que deverá ser analisada pelas partes: a utilização da imagem e da identidade visual de uma pessoa em uma peça de propaganda sem autorização.
No caso específico de Davy Jones, entretanto, é importante não antecipar uma conclusão jurídica. A existência de eventual violação e suas consequências dependem da análise do material completo, da forma como a representação foi criada e utilizada, da existência ou não de autorização e das circunstâncias específicas da campanha.
Por isso, neste momento, o que está documentado é a utilização da representação, a contestação pública de Davy sobre a autorização e o encaminhamento do caso aos seus advogados.
Nossa leitura
O caso chama atenção porque coloca uma figura conhecida do universo gamer dentro de uma peça eleitoral sem que, segundo o próprio Davy Jones, ele tenha autorizado sua participação.
Para o público do The Ronin, a parte mais relevante é justamente a utilização de elementos da cultura gamer em uma campanha política e a posterior reação do criador de conteúdo.
Ainda não existe, nas fontes consultadas, uma decisão judicial ou manifestação oficial da campanha que permita estabelecer definitivamente se houve uma violação de direitos. Por enquanto, o caso está no campo da contestação apresentada por Davy e da análise jurídica que ele afirma ter iniciado.
O próximo capítulo deve depender da manifestação da campanha e de um eventual encaminhamento judicial pelos representantes de Davy Jones.
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